quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tratamento Fisioterapêutico da incontinência Urinária.


A incontinência urinária!!!!!!!!!!!!!!

A incontinência urinária pode ser definida como perda involuntária da urina devido ao aumento da pressão abdominal na ausência de contração do detrusor; sendo considerada uma condição
multifatorial que afeta muitas pessoas, em diferentes faixas etárias, embora a prevalência seja maior na população idosa; representando um sério problema de saúde publica. Cerca de algumas das mulheres entre 40 e 60 anos de idade tem incontinência urinária devido principalmente ao esforço, à instabilidade vesical ou, ainda, à associação de ambas.

Esta patologia tem se tornado um problema de saúde pública pois em muitos casos as mulheres acometidas por esta patologia afastam- se do convivio social devido ao constragimento, causando frustrações, queda da alto-estima oque pode levar até a institucionalização precoce, há também afastamento das atividades sexuais oque frequentemente causa perda do conjuje ou parceiro. A IU é mais prevalente em pacientes institucionalizados do que naqueles convivendo na comunidade.
O fator mais importante da fisiologia da incontinência urinária  é a rede de sustentação formada pelas fibras do músculo levantador do ânus que se ligam a fáscia endopélvica e circundam a vagina e a porção distal da uretra, tracionando-a em direção ao púbis e comprimindo-a contra a fáscia e contra a parede vaginal durante a contração muscular, mantendo, assim, a luz uretral ocluída. Os danos causados ao assoalho pélvico pela gestação e pelo parto, dentre outros, ocasionam disfunção da musculatura que tende a se agravar após a menopausa.
A IU ocorre quando a bexiga não consegue armazenar a urina ou quando é incapaz de se esvaziar completamente. Existem diversos tipos de incontinência urinária; podendo ser persistentes e/ou transitórias. Aquelas podem ser classificadas como: IU de esforço, IU de urgência, IU mista, IU por transbordamento.


Incontinência Urinária de Esforço
TIPOS de IUE:
TIPO I: perda urinária discreta; ocasional, que se manifesta, sobretudo, quando a paciente está de pé e faz muito esforço;
TIPO II: perda urinária moderada, onde a bexiga e uretra estão caídas; ela se produz sistematicamente quando se faz um esforço de pé;
TIPO III: perda urinária severa por lesão na uretra. A bexiga e a uretra podem estar no lugar, porém perde a capacidade de contrair, permanecendo a uretra sempre aberta e a perda urinária ocorre em situações de esforço leve como caminhar ou simplesmente mudar de posição.
A incapacidade de armazenar urina pode ser decorrente da hiperatividade da musculatura, onde o músculo da bexiga – detrusor - contraísse independemente da vontade da pessoa e de maneira muitas vezes imprevisível, causando mais pressão na bexiga do que na uretra. Neste caso a sensação de querer urinar existe, porém não há tempo de chegar ao banheiro, daí advém a denominação de Urge-incontinencia.
Quando esse fenômeno não é precedido da sensação de Urgência miccional, chamamos de Incontinência Reflexa.


Incontinência mista, segundo o citado autor, corresponde à combinação dos dois tipos de incontinência descritos acima (de esforço e urge-incontinência).
Incontinência por fístula urinária, É uma comunicação anômala entre um órgão do trato urinário (geralmente a bexiga, mas podendo também envolver os ureteres) e a vagina (raramente a comunicação pode ser com a uretra, útero ou intestino). Estas comunicações anômalas são geralmente resultado de um procedimento cirúrgico prévio, processos inflamatórios, traumatismos ou irradiação.
Incontinência por transbordamento, ocorre quando a bexiga fica tão cheia que chega a transbordar. Pode ser causada pelo enfraquecimento do músculo da bexiga ou pela obstrução à saída de urina.
Incontinência urinaria transitória,  causada por alguma situação reversível, instala de maneira aguda. A ocorrência de infecção urinaria, constipação intestinal, vaginite atrófica, distúrbios psicológicos, usos de diuréticos e tranqüilizantes podem ser causas reversíveis se devidamente abordadas
 Tratamento fisioterapêutico:


Cinesioterapia:
A abordagem inicial é feita através da avaliação da força de contração e da manutenção do tônus muscular. As pacientes incontinentes devem realizar diferentes modalidades de tratamento por exercícios simples, que verifica a habilidade de recrutar as fibras do músculo elevador do ânus. Isso é feito avaliando-se a capacidade de alterar e/ou interromper o jato urinário durante uma micção.
 Pacientes com graus mais acentuados de IU não respondem de forma satisfatória a essa modalidade terapêutica, ao passo que os casos de IUE leves e moderados são facilmente resolvidos com exercícios pélvicos. O tipo de exercício a ser indicado, depende da força muscular do assoalho pélvico, da capacidade de reconhecimento da musculatura e do grau da IUE. A literatura e unânime em afirmar que os exercícios pélvicos melhorem a capacidade de recrutamento da musculatura, melhorem seu tônus e a coordenação reflexa durante o esforço.
Em relação as  pacientes que deverão ser submetidas a procedimento cirúrgico, este programa de treinamento poderá melhorar os resultados obtidos quando utilizado como terapia adjuvante. Poderá ser utilizada em casos selecionados como uma nova opção no tratamento da incontinência urinária, seja no pré-operatório, naqueles casos de falha do tratamento cirúrgico ou como tratamento isolado na expectativa de reduzir a perda de urina ou curar a incontinência urinária.


Cones vaginais:
É considerado método complementar de escolha para a consolidação dos resultados dos exercícios de fortalecimento da musculatura pélvica em razão da facilidade de execução e do baixo custo. O príncipio está baseado no estimulo do recrutamento da musculatura pubo-coccigea e auxiliar periférica, que devem reter os cones progressivamente mais pesados.

Perineômetro: Kegel descreveu um dispositivo pneumático que ele usava para medir a pressão dentro da vagina, e para motivar as mulheres a praticarem exercícios para o assoalho pélvico. Constituía-se numa peça de borracha cheia de ar compressível (sensor) que era inserida na vagina da mulher ligada a um manômetro. A mulher então contraía o seu assoalho pélvico várias vezes e anotava a maior leitura no mostrador, e o período de tempo durante o qual ela podia manter uma contração.

Biofeedback:
Com o desenvolvimento da percepção dos diferentes grupos musculares perineais através do biofeedback, a paciente passa a obter o controle voluntário de tais estruturas, entrando em programa de fortalecimento de agonistas e antagonistas.

Reeducação comportamental: O restabelecimento de um ritmo miccional mais freqüente, inicialmente de hora em hora seguido de aumento progressivo desse intervalo pode ser grande ajuda no tratamento da IUE. Para tal, é importante que o paciente seja instruído nesse sentido, fornecendo conhecimentos básicos da anatomo-fisiologia urinária. A experiência mostra que pacientes conscientes com relação a esses aspectos apresentam melhores resultados quando submetidas a terapêuticas de reforço da musculatura do assoalho pélvico.

Eletroestimulação:
 A eletroestimulação transvaginal do assoalho pélvico representoa uma alternativa terapêutica efetiva e segura às mulheres com IUE sem defeito esfincteriano, com a diminuição significativa dos episódios de perda urinária.

Estimulação magnética perianal: Surgiu recentemente como uma técnica não invasiva para o tratamento da IU. Esta técnica induz uma despolarização dos nervos do assoalho pélvico gerando contração da musculatura da região, supostamente, com eficácia semelhante à estimulação elétrica. A estimulação através de pulsos magnéticos vem sendo testada e utilizada com várias finalidades inclusive na abordagem do trato urinário inferior com resultados satisfatórios. A magnitude do campo magnético gerado é capaz de induzir um campo elétrico em materiais condutores que irá alcançar estruturam mais profundas, com a mesma intensidade que as estruturas superficiais conseqüentemente, não há necessidade de gerar grandes campos na superfície, tornando-a indolor, mesmo quando estimulando estruturas profundas, convém ressaltar que a estimulação elétrica não requer contato físico ou elétrico, apenas proximidade com o corpo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário